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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A necessidade do risco

Não gosto de dividir a cama
e detesto quem detesta solidão.
Não é aversão a companhia,
mas preciso de espaço,
da cama vazia.
Não tenho medo de ficar sozinho,
sempre  prefiro amores de um só dia.
E quem tem pena, fica com dó de mim,
Mando sair do meu caminho - é melhor.
Gosto da dança, de ver coxas
balançando em um vestido preto.
De ver as moças saindo do trabalho,
todas com o cabelo ao vento.
Sentir certas fragrâncias no ar,
desnudá-las sem nenhum medo.
Não é que tenha pavor de namoro,
muito menos casamento,
Mas pra sentir o sangue nas veias,
é necessário certo risco, afinal, só assim
conseguimos  libertar o espírito.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Por hoje basta

Sente-se e tome alguma bebida.
Sei o quanto é difícil ficar a vontade,
E o meu papo até parece música,
Música de má qualidade, é claro!
Tente relaxar, de verdade.
Esquece o calor que tá lá fora
E de todos sonhos perdidos outrora.
Daquela gente com coração frio,
Querendo sucesso a qualquer preço,
Sem se importar em amar.
Almas nem tão vazias,
Mas tristes, perdidas,
Sem nenhuma luz pra brilhar.
Encoste o seu corpo com o meu.
Pele com pele, é bem melhor assim.
Fica tudo mais fácil.
Deixa eu beber esse suor repleto de medo.
Com gosto da dúvida e certo receio ao se entregar.
Entendo que seu coração já foi machucado,
Tá calejado, empedrado, enquadrado.
Guardado em alguma gaveta vazia atrás do armário.
Me sinto assim também, mas só de vez em quando.
Aí fico no canto, refletindo e pensando.
Tentando me encontrar.
Mas já tô perdido, milhas e milhas longe 
Do meu real destino.
Então, o que me resta,
É sentir você sem pressa,
Esquecer do meu relógio velho, 
Que fica pendurado na cozinha,
Sentir seu cheiro felino,
E te fazer minha,
Só minha.
E isso, por hoje,  basta.