Se encontraram apenas uma vez
E a identificação foi instantânea
Olharam olhos nos olhos
E a Terra toda tremeu naquele momento
Se despediram, com certo ar aflito
Pra nunca mais se encontrarem
Mas já era,
Você se sentiu envolvido pelo par de olhos,
Mas a garota nunca esteve lá.
Então você a procurava em sonhos,
Neles você a amava, até mesmo sentia sua pele
Mas, quando acordava,
A garota já não estava lá.
E ia pro trabalho,
Relembrando o rosto daquela mulher,
E as lembranças te traziam mais desejo,
Seu coração ficava inquieto,
A respiração sempre ofegante,
Culpa de todos os cigarros
Cigarros que você fumou,
Esperando aquela que não estava lá.
Mais um dia se passou,
Você não fez absolutamente nada.
Tomou um gole de café,
Arrumou o nó da sua gravata
Sentou no sofá e ligou a TV,
Não adiantava nada,
Ela não estava lá.
Então você resolveu cair na real,
Nunca mais tentou entrar em contato,
Mesmo achando tudo isso um saco
Resolveu aceitar que nunca mais ela ia voltar,
Ela não te daria uma chance de amá-la de verdade,
Afinal, ela nunca esteve lá.
Num final de tarde ensolarado,
Em uma praça qualquer,
Você vê a bela figura daquela mulher,
Mas não faz nada.
Você que sonhou acordado tanto tempo,
Sempre desejando encontrá-la
Não vai fazer nada,
Descobriu que é melhor deixá-la pra lá,
Já que, ela nunca pertenceu a nenhum lugar,
Muito menos ao seu frágil e pobre coração
E nunca, nunca mesmo,
Ela estará lá,
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016
A garota que nunca esteve lá
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
Canção da guerra para eu sonhar (ou pra te encontrar)
O dia é frio e minha cabeça tá gelada.
Minhas orelhas queimam, será que é você falando mal de mim?
Quando vamos nos encontrar novamente?
“We'll meet again, don't know where, don't know when”,
já diz aquela velha canção da guerra.
Um café, alguma prosa, isso não custa nada.
Alguns cigarros apagados na calçada, um passeio na noite suja dessa cidade
Que não dorme
Nos edifícios pixaram seu nome, eu vi outro dia.
Um novo romance, alguma paixão passageira, uma foda casual.
Só pode ter sido isso.
Até penso em te ligar, quem sabe não tento falar sobre o mistério de um dia de escuridão?
Às vezes minha alma chega a queimar, como um prédio em chamas, uma Roma atual e toda rachada.
Mas ainda há uma dúvida pairando na nuvem do meu cérebro: será que vai acontecer que nem o Johnny Cash canta?
We'll meet again, don't know where, don't know when. But I know we'll meet again some sunny day.
Eu não sei.
Só sei que por enquanto apago toda a luz do meu quarto,
Quem sabe assim não volto a sonhar com aquele teu velho retrato, meio apagado, antigo.
Talvez num desses sonhos eu te vejo de novo, mesmo não sabe onde ou quando, regras básicas do jornalismo.
Mas quem sabe num dia de sol, diferente desse que nós passamos hoje, você não cruze a esquina.
Dai, na janela do meu sobrado, vou assobiar uma música nova, algo que compus na guitarra.
Assim você se inspira e, quem sabe, fica grudada na minha vida.
Mas como tudo é uma questão de encontros, é melhor seguir meu caminho.
Algum acaso pode ocorrer e, finalmente, nos vemos algum dia.
Minhas orelhas queimam, será que é você falando mal de mim?
Quando vamos nos encontrar novamente?
“We'll meet again, don't know where, don't know when”,
já diz aquela velha canção da guerra.
Um café, alguma prosa, isso não custa nada.
Alguns cigarros apagados na calçada, um passeio na noite suja dessa cidade
Que não dorme
Nos edifícios pixaram seu nome, eu vi outro dia.
Um novo romance, alguma paixão passageira, uma foda casual.
Só pode ter sido isso.
Até penso em te ligar, quem sabe não tento falar sobre o mistério de um dia de escuridão?
Às vezes minha alma chega a queimar, como um prédio em chamas, uma Roma atual e toda rachada.
Mas ainda há uma dúvida pairando na nuvem do meu cérebro: será que vai acontecer que nem o Johnny Cash canta?
We'll meet again, don't know where, don't know when. But I know we'll meet again some sunny day.
Eu não sei.
Só sei que por enquanto apago toda a luz do meu quarto,
Quem sabe assim não volto a sonhar com aquele teu velho retrato, meio apagado, antigo.
Talvez num desses sonhos eu te vejo de novo, mesmo não sabe onde ou quando, regras básicas do jornalismo.
Mas quem sabe num dia de sol, diferente desse que nós passamos hoje, você não cruze a esquina.
Dai, na janela do meu sobrado, vou assobiar uma música nova, algo que compus na guitarra.
Assim você se inspira e, quem sabe, fica grudada na minha vida.
Mas como tudo é uma questão de encontros, é melhor seguir meu caminho.
Algum acaso pode ocorrer e, finalmente, nos vemos algum dia.
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