Das lentes do meu Ray-Ban observo essa cidade indigesta. Gosto de ver tudo mais escuro, sentindo o ar seco e sujo adentrando entre os pelos das minhas narinas. Acho que já perdi a esperança ou talvez tenha me acostumado com fracassos, mas fico feliz quando vejo o cara babaca e gordo que tá do meu lado. Ele conta pra um colega que vai viajar com a namorada e o quanto ama ela e atende seus desejos. É um dependente e isso é triste. Talvez algum dia ele apareça numa capa de jornal, com os dentes cerrados e tendo um punhado de sangue nas mãos. “Homem mata mulher a facadas e falha na hora de se matar”, que manchete brega e barata. Esse cara é um desses, perderia tudo dizendo que foi por amor. Só posso respirar aliviado, não pertenço a essa espécie, acho que parei de acreditar no amor. Mas um dia ele pode me atingir como um raio bem no meio da testa e aí vou me foder. Nunca sabemos quando tempestades como essas vão cair. Mas não faz meu estilo. Tô muito tempo andando nos trilhos, brincando com a sorte e arriscando baixo. Nem sou muito fã de baralho. Tenho alguns lugares pra me agarrar, algumas camas pra passar uma noite sem sono. Não sou um solitário como pensam por aí - nem tão durão. Só não gosto de me molhar na chuva e pelo rumo das coisas, a chuva será mais escura daqui por diante. Tempos difíceis estão perpetuando. É bom não esquecer do guarda-chuva. Sem ele fica impossível de se acender um cigarro e pelo céu nublado, vem uma chuva negra por aí.
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sexta-feira, 2 de junho de 2017
Chuva Negra
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sábado, 8 de outubro de 2016
Deusas
Amo todas as mulheres que cruzam o meu caminho,
Todas elas, seja mãe, vó, tia, amiga, namorada, amante,
Todas aquelas que vou conhecer em um destino distante.
Todas aquelas que fizeram parte de um passado inconstante.
Amei desde a mais louca, que me fez perder noites de sono,
Ou mesmo aquela, que me fazia vários interurbanos.
Teve uma possessiva, queria todo controle da minha vida.
Outra me chamou de machista por conta da uma mania.
Algumas me odeiam, com todas as suas forças.
Mas detesto falar de passado, muito menos ficar preso a ele.
Só sei que considero todas Deusas com D maiúsculo.
E todas, sem exceção alguma, merecem meu respeito.
Mas, principalmente, a todas eu dou meu maior presente:
Todo o amor que eu tenho guardado no fundo desse peito.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Fragmentos
Eu não quero um amor pra vida inteira.
Procuro apenas algo que preencha minha cama,
Minha alma, mas por uma noite.
Dono de uma vida tão fragmentada - apesar das poucas horas de sono.
Nunca vou estar satisfeito, essa é a verdade.
E às vezes dói - foda-se.
Eu vejo os olhares na rua e sinto algumas das fragrâncias.
Destruição e trevas nas avenidas.
E minha vida vai passando, em fragmentos.
Outra noite, outra cerveja - por favor.
Nada de carência - não perco tempo com isso.
Só quero saber se sua risada foi verdadeira.
Em um vagão qualquer do metrô,
Sei que vou sentir seu fogo - talvez até me queime.
Sinto a respiração ofegante que vem do meu lado.
É um cara sofrendo por um caso de amor mal acabado.
Sou um cara de sorte - é o que penso quando vejo ele abalado.
Nas escadas, encaro os rostos - sempre estou pronto pra alguma briga.
Mas, na verdade, sempre estou preparado mesmo é pra uma boa trepada.
No salão, entre a fumaça, reparo nos reflexos dos copos.
Todo o riso falso que o lugar exala aparece lá.
Corpos solitários buscando fugir daquilo que acham que é solidão.
Olhares tristes em um beijo sem tesão ao lado do extintor.
Na mesa de sinuca, uma garota de shorts dá sua melhor tacada.
Olha pro seu oponente, suspirando por uma noite fugaz.
Ele só se importa com o jogo - é um tremendo babaca.
Num canto discutem política e um filme de Paul Newman.
O cara quer impressionar uma garota, mas ele não sabe de nada.
Vejo olhos verdes perdidos em um lugar qualquer no canto do bar.
Vou até lá - sempre há uma oportunidade de ganhar.
Demonstro meu interesse com um sorriso no canto da cara.
Ela retribui com uma cruzada de pernas - e que pernas.
pegamos um táxi e fugimos do lugar.
Outro apartamento, outro quarto, mais uma noite.
Mas ela é tão linda quando está deitada.
Procuramos um carinho real - e ambos retribuímos.
A noite vai passando e discutimos sobre o mundo desleal em que vivemos.
Ela ascende um cigarro e o coloca em sua boca vermelha.
Por um momento é mais profundo que apenas sexo - eu realmente sinto sua alma.
Levantamos, tomamos um copo d’água.
E logo os raios solares surgem nos buracos da persiana.
E, novamente, como em todos os outros dias,
Voltamos para as nossas vidas fragmentadas.
domingo, 7 de agosto de 2016
A importância do que você pensa
Me chame de pervertido,
Seu cínico.
Me chame de sujo,
Seu imundo.
Me chame de pederasta.
Seu canalha.
Mas não humilhe meus versos.
Não diga que eles são algum tipo de lixo.
Nem que dá pra reciclar.
Não me chame de amigo,
Muito menos de camarada.
Deixe eu libertar a voz do meu peito.
A voz dos meus pensamentos.
Não me enche o saco,
O mundo tá repleto de bastardos.
E esse fardo, esse negócio pesado,
É só meu.
Só quero que você leia,
Não quero que entenda.
Afinal, esse coração.
E essa mente,
Que você acha suja e perturbada,
É só minha,
Mas ela me faz criar poesia.
Então lave a boca seu canalha.
Deixe eu escrever os meus poemas do nada.
Não me julgue.
Não pedi sua opinião.
Mas não importa.
Esse é só mais um poema que saiu das minhas mãos.
Seu cínico.
Me chame de sujo,
Seu imundo.
Me chame de pederasta.
Seu canalha.
Mas não humilhe meus versos.
Não diga que eles são algum tipo de lixo.
Nem que dá pra reciclar.
Não me chame de amigo,
Muito menos de camarada.
Deixe eu libertar a voz do meu peito.
A voz dos meus pensamentos.
Não me enche o saco,
O mundo tá repleto de bastardos.
E esse fardo, esse negócio pesado,
É só meu.
Só quero que você leia,
Não quero que entenda.
Afinal, esse coração.
E essa mente,
Que você acha suja e perturbada,
É só minha,
Mas ela me faz criar poesia.
Então lave a boca seu canalha.
Deixe eu escrever os meus poemas do nada.
Não me julgue.
Não pedi sua opinião.
Mas não importa.
Esse é só mais um poema que saiu das minhas mãos.
Penetração
Eu quero cantar pra você.
Sussurrar no teu ouvido.
Como um amante a moda antiga,
Quero dançar a noite toda.
Até suas pernas tremerem.
Até suas pernas quererem descansar.
Até suas pernas decidirem entrelaçar meu corpo.
Até suas pernas cruzarem a minha pobre alma.
Sentir o cheiro da sua vagina.
Dizer que ela é só minha.
Transformar a noite em nossa.
Fazer amor a luz do luar,
Olhar sua face, te penetrar,
Você pode me achar um cara carente.
Me achar até mesmo atraente.
Mas quero que você se foda.
Colocar sua boca junto da minha.
Sentir sua língua.
Como uma aventura antiga mal escrita.
Como um caderno bobo de um louco.
Quero te fazer minha.
Quero te fazer gozar.
E, durante um beijo na boca,
Te penetrar.
Como os Stooges falam em uma canção,
É só você me dar a sua mão.
E a penetração,
A penetração vai começar,
Amo você, querida
Desejo você, quem sabe você não é a mulher da minha vida.
Talvez eu seja algum tipo de idealista.
Mas te desejo.
Te penetro nos meus sonhos.
Te penetro nas esquinas.
Te penetro na sua cama.
Te penetro na minha.
Te penetro numa laranjeira.
Te penetro atrás da cortina.
Te desejo.
Sinto o seu cheiro.
E quero você.
Quero te penetrar.
Mas, se você temer algo.
Apago o meu fogo.
E te penetro apenas num poema.
Num verso sujo.
Na palma da minha mão.
Mas te quero.
E, nos meus mais selvagens sonhos,
Te penetro,
Como um cavalo selvagem,
Um deus endiabrado.
Te quero,
E não importa o quanto.
Nos meus sonhos te penetro.
Sussurrar no teu ouvido.
Como um amante a moda antiga,
Quero dançar a noite toda.
Até suas pernas tremerem.
Até suas pernas quererem descansar.
Até suas pernas decidirem entrelaçar meu corpo.
Até suas pernas cruzarem a minha pobre alma.
Sentir o cheiro da sua vagina.
Dizer que ela é só minha.
Transformar a noite em nossa.
Fazer amor a luz do luar,
Olhar sua face, te penetrar,
Você pode me achar um cara carente.
Me achar até mesmo atraente.
Mas quero que você se foda.
Colocar sua boca junto da minha.
Sentir sua língua.
Como uma aventura antiga mal escrita.
Como um caderno bobo de um louco.
Quero te fazer minha.
Quero te fazer gozar.
E, durante um beijo na boca,
Te penetrar.
Como os Stooges falam em uma canção,
É só você me dar a sua mão.
E a penetração,
A penetração vai começar,
Amo você, querida
Desejo você, quem sabe você não é a mulher da minha vida.
Talvez eu seja algum tipo de idealista.
Mas te desejo.
Te penetro nos meus sonhos.
Te penetro nas esquinas.
Te penetro na sua cama.
Te penetro na minha.
Te penetro numa laranjeira.
Te penetro atrás da cortina.
Te desejo.
Sinto o seu cheiro.
E quero você.
Quero te penetrar.
Mas, se você temer algo.
Apago o meu fogo.
E te penetro apenas num poema.
Num verso sujo.
Na palma da minha mão.
Mas te quero.
E, nos meus mais selvagens sonhos,
Te penetro,
Como um cavalo selvagem,
Um deus endiabrado.
Te quero,
E não importa o quanto.
Nos meus sonhos te penetro.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
A garota que nunca esteve lá
Se encontraram apenas uma vez
E a identificação foi instantânea
Olharam olhos nos olhos
E a Terra toda tremeu naquele momento
Se despediram, com certo ar aflito
Pra nunca mais se encontrarem
Mas já era,
Você se sentiu envolvido pelo par de olhos,
Mas a garota nunca esteve lá.
Então você a procurava em sonhos,
Neles você a amava, até mesmo sentia sua pele
Mas, quando acordava,
A garota já não estava lá.
E ia pro trabalho,
Relembrando o rosto daquela mulher,
E as lembranças te traziam mais desejo,
Seu coração ficava inquieto,
A respiração sempre ofegante,
Culpa de todos os cigarros
Cigarros que você fumou,
Esperando aquela que não estava lá.
Mais um dia se passou,
Você não fez absolutamente nada.
Tomou um gole de café,
Arrumou o nó da sua gravata
Sentou no sofá e ligou a TV,
Não adiantava nada,
Ela não estava lá.
Então você resolveu cair na real,
Nunca mais tentou entrar em contato,
Mesmo achando tudo isso um saco
Resolveu aceitar que nunca mais ela ia voltar,
Ela não te daria uma chance de amá-la de verdade,
Afinal, ela nunca esteve lá.
Num final de tarde ensolarado,
Em uma praça qualquer,
Você vê a bela figura daquela mulher,
Mas não faz nada.
Você que sonhou acordado tanto tempo,
Sempre desejando encontrá-la
Não vai fazer nada,
Descobriu que é melhor deixá-la pra lá,
Já que, ela nunca pertenceu a nenhum lugar,
Muito menos ao seu frágil e pobre coração
E nunca, nunca mesmo,
Ela estará lá,
E a identificação foi instantânea
Olharam olhos nos olhos
E a Terra toda tremeu naquele momento
Se despediram, com certo ar aflito
Pra nunca mais se encontrarem
Mas já era,
Você se sentiu envolvido pelo par de olhos,
Mas a garota nunca esteve lá.
Então você a procurava em sonhos,
Neles você a amava, até mesmo sentia sua pele
Mas, quando acordava,
A garota já não estava lá.
E ia pro trabalho,
Relembrando o rosto daquela mulher,
E as lembranças te traziam mais desejo,
Seu coração ficava inquieto,
A respiração sempre ofegante,
Culpa de todos os cigarros
Cigarros que você fumou,
Esperando aquela que não estava lá.
Mais um dia se passou,
Você não fez absolutamente nada.
Tomou um gole de café,
Arrumou o nó da sua gravata
Sentou no sofá e ligou a TV,
Não adiantava nada,
Ela não estava lá.
Então você resolveu cair na real,
Nunca mais tentou entrar em contato,
Mesmo achando tudo isso um saco
Resolveu aceitar que nunca mais ela ia voltar,
Ela não te daria uma chance de amá-la de verdade,
Afinal, ela nunca esteve lá.
Num final de tarde ensolarado,
Em uma praça qualquer,
Você vê a bela figura daquela mulher,
Mas não faz nada.
Você que sonhou acordado tanto tempo,
Sempre desejando encontrá-la
Não vai fazer nada,
Descobriu que é melhor deixá-la pra lá,
Já que, ela nunca pertenceu a nenhum lugar,
Muito menos ao seu frágil e pobre coração
E nunca, nunca mesmo,
Ela estará lá,
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
Canção da guerra para eu sonhar (ou pra te encontrar)
O dia é frio e minha cabeça tá gelada.
Minhas orelhas queimam, será que é você falando mal de mim?
Quando vamos nos encontrar novamente?
“We'll meet again, don't know where, don't know when”,
já diz aquela velha canção da guerra.
Um café, alguma prosa, isso não custa nada.
Alguns cigarros apagados na calçada, um passeio na noite suja dessa cidade
Que não dorme
Nos edifícios pixaram seu nome, eu vi outro dia.
Um novo romance, alguma paixão passageira, uma foda casual.
Só pode ter sido isso.
Até penso em te ligar, quem sabe não tento falar sobre o mistério de um dia de escuridão?
Às vezes minha alma chega a queimar, como um prédio em chamas, uma Roma atual e toda rachada.
Mas ainda há uma dúvida pairando na nuvem do meu cérebro: será que vai acontecer que nem o Johnny Cash canta?
We'll meet again, don't know where, don't know when. But I know we'll meet again some sunny day.
Eu não sei.
Só sei que por enquanto apago toda a luz do meu quarto,
Quem sabe assim não volto a sonhar com aquele teu velho retrato, meio apagado, antigo.
Talvez num desses sonhos eu te vejo de novo, mesmo não sabe onde ou quando, regras básicas do jornalismo.
Mas quem sabe num dia de sol, diferente desse que nós passamos hoje, você não cruze a esquina.
Dai, na janela do meu sobrado, vou assobiar uma música nova, algo que compus na guitarra.
Assim você se inspira e, quem sabe, fica grudada na minha vida.
Mas como tudo é uma questão de encontros, é melhor seguir meu caminho.
Algum acaso pode ocorrer e, finalmente, nos vemos algum dia.
Minhas orelhas queimam, será que é você falando mal de mim?
Quando vamos nos encontrar novamente?
“We'll meet again, don't know where, don't know when”,
já diz aquela velha canção da guerra.
Um café, alguma prosa, isso não custa nada.
Alguns cigarros apagados na calçada, um passeio na noite suja dessa cidade
Que não dorme
Nos edifícios pixaram seu nome, eu vi outro dia.
Um novo romance, alguma paixão passageira, uma foda casual.
Só pode ter sido isso.
Até penso em te ligar, quem sabe não tento falar sobre o mistério de um dia de escuridão?
Às vezes minha alma chega a queimar, como um prédio em chamas, uma Roma atual e toda rachada.
Mas ainda há uma dúvida pairando na nuvem do meu cérebro: será que vai acontecer que nem o Johnny Cash canta?
We'll meet again, don't know where, don't know when. But I know we'll meet again some sunny day.
Eu não sei.
Só sei que por enquanto apago toda a luz do meu quarto,
Quem sabe assim não volto a sonhar com aquele teu velho retrato, meio apagado, antigo.
Talvez num desses sonhos eu te vejo de novo, mesmo não sabe onde ou quando, regras básicas do jornalismo.
Mas quem sabe num dia de sol, diferente desse que nós passamos hoje, você não cruze a esquina.
Dai, na janela do meu sobrado, vou assobiar uma música nova, algo que compus na guitarra.
Assim você se inspira e, quem sabe, fica grudada na minha vida.
Mas como tudo é uma questão de encontros, é melhor seguir meu caminho.
Algum acaso pode ocorrer e, finalmente, nos vemos algum dia.
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Chuva da madrugada
4h da manhã
Acordo com o barulho do trem e ligo o rádio.
Toca “You belong to me” na voz do Bob Dylan.
Minha cabeça dói pra caralho.
Talvez seja por causa da bebida.
Já não bebo há um mês, mas mentalmente não sinto falta.
Meu último cigarro queima no cinzeiro do canto da cama.
Cama dura e fria, que aguenta o meu corpo durante algumas noites de insônia.
Penso em escrever uma carta pra você, mas quem lê cartas em tempos tão rápidos e confusos como esse?
Não há romance mais, só um pouquinho de sexo após um drink qualquer,
Em dias frios como os últimos, a vida pode ser um inferno.
Realmente durona.
Melhor calçar as minhas botas e fazer a barba.
Na previsão diz que chove, mas não há água que molhe e cure uma cabeça cansada.
Então o que posso fazer e pegar meu guarda-chuva, correr para o primeiro ônibus e cair na estrada
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You Belong To Me
O BURACO
Olhei no espelho e vi um buraco na minha porta
Não sei que merda é, mas há um vazio lá
Algo vago, mas não consigo descobrir o que é
De noite esse furo vai ficando maior, mais escuro
Talvez fique cansado, já que é quase madrugada
Olho de novo pro espelho e dessa vez não vejo nada
Meus olhos doem agora, apesar de todas as luzes apagadas
Há algo exposto, sangrando, mas só consigo sentir
Tento acender uma luz pelo menos, não vejo nada ainda
Vou me aproximando do buraco, quase o tocando
Encostado, chegando bem perto, caio
Descubro o que o buraco é: um reflexo de uma alma vazia
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